CHICO SANTA RITA & FERNANDA ZUCCARO

De marqueteiros para vinhateiros.

QUINTA ALTA DO DOURO

PORTUGAL

 

Em outubro de 2010, após trabalharem em campanhas eleitorais no Brasil, o casal, Fernanda Zuccaro e Chico Santa Rita foi descansar uns dias em Punta del Este, Uruguai.

Aproveitaram para visitar algumas vinícolas. Durante uma delas, Chico olhou para Fernanda e falou: já fiz tudo que quis nessa vida; trabalhei nos principais veículos da imprensa brasileira; participei  ativamente do processo de redemocratização do nosso país, fiz cinco campanhas nacionais, campanhas em todos os estados do Brasil. Crie dois hotéis, restaurantes, fiz a minha própria cachaça. Não sei bem o que fazer agora… Fernandinha, o que você quer fazer além de trabalhar com marketing político? Fernanda respondeu direto vinho. Eu quero fazer vinho, meu sonho é ser vinhateira.

Chico Santa Rita e Fernanda Zuccaro no Vinhedo Altos de La Baleña e, Canelones, Uruguai em outubro de 2010 quando decidiram que iriam se tornar produtores de vinhos

Foi assim, numa conversa com copos nas mãos, que Fernanda e Chico decidiram, em 2010, que se tornariam produtores de vinho.

Durante sete anos trabalharam muito. Nos tempos livres, viajaram para inúmeras regiões vinícolas do mundo e puderam desvendar o prazer que é o mundo do vinho. Tanto é que, na casa do casal, onde quer que se olhe, há um pote cheio de rolhas dos vinhos que o Fernanda Zuccaro e Chico Santa Rita veem bebendo desde a época de namoro, assim, já se foram mais de 12 anos.
O vinho faz parte da história da humanidade. É bíblico. É o sangue de Cristo. Há registros arqueológicos de lagares de mais de 5.000a.C. na região que hoje é o Oriente Médio.
Daí para a frente, a presença do vinho, na vida das pessoas foi entrando para contar várias histórias, de várias maneiras: principalmente a festejar os vitoriosos; mas também a embriagar os perdedores; a abençoar os fiéis religiosos, a manchar o rosto de um ofensor; na alegria de uma vida que nasce, na tristeza da ausência de alguém que se vai… E, muito importante: acompanhando a história da humanidade de todas as maneiras desde aqueles tempos imemoriais.
Fernanda Zuccaro, historiadora, com especialização em administração de empresas, comunicação social e marketing políticos seguiu carreira na área de consultoria de imagem, estratégia política e opinião pública. Mas o que pretendia mesmo era se aperfeiçoar no universo dos vinhos. Era ela a encarregada da adega da casa do casal; as compras, a organização da garrafeira particular do casal com mais de centenas de rótulos, as harmonizações nos vários almoços e jantares que realizavam em sua casa, tudo sempre foi organizado por ela.
Esse desejo tinha uma forte razão: ela já tinha demonstrando, em várias situações, que é dona de um olfato e de um paladar muito desenvolvidos, preparados naturalmente para definir e qualificar as várias espécies e condições de comidas e bebidas.
Uns tempos antes, num concurso informal (julho/2013) no Hotel Portilllo no Chile, com cerca de duzentos participantes, ela conseguiu identificar a cepa (tipo de uva) base de 4 entre 5 espécies de vinhos, ou seja, qual o tipo de uva que dava determinado tipo de vinho.
Como um dos pioneiros do marketing político moderno (desde 1.976) Chico Santa Rita afirma, com muita tristeza, mas com a consciência tranquila, por ter feito centenas de trabalhos, muitos deles de repercussão nacional, que pode passar ao largo da Lava Jato e afins, sem nenhuma citação, ou nenhuma denúncia.
Sua última atuação foi tentar ajudar o governo Temer na área de Comunicação, participando de um grupo de assessoria ao próprio Presidente, do qual se desligou por avaliar e não concordar com os rumos inconsequentes e equivocados que a comunicação governamental tomava.
Há muito tempo compensa a sazonalidade do Marketing Político, com atividades menos “perigosas”, criando e dirigindo restaurantes e hotéis como o Dona Carolina, no interior de São Paulo. Ali também desenvolveu uma cachaça que chegou a ganhar prêmios internacionais. Sua paixão pelo vinho ultrapassava as taças do jantar e durante dois anos, ainda quando o Hotel Fazenda Dona Carolina estava sob sua administração, fez um armazém de férias, uma exposição dos produtos, em associação com a World Wine.
Assim, além da vocação para a comunicação social e política, o casal, Fernanda Zuccaro e Chico Santa Rita tinham algo mais forte em comum: a paixão pelo vinho.
Foram sete anos a procura do vinhedo perfeito para produzir um vinho único. Andaram pela Serra Catarinense no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai sem encontrar o caminho desejado. Foi em Portugal, no Douro, que eles se identificaram e encontraram o seu terroir.

Portugal no caminho

Dizia-se antigamente, com doses de maldade, que Portugal era um País muito interessante, “pois ficava pertinho da Europa”.
Hoje é bem diferente. A crise econômica, que atingiu todos os países da região, está sendo controlada com medidas de austeridade e há avanços significativos. O endividamento mantém-se estável, o PIB cresce e o desemprego decresce nos últimos três anos. Faz-se a lição de casa, acompanhada pelo comprometimento da população.

Fernanda Zuccaro em fevereiro de 2010 em visita ao cais de Vila Nova de Gaia, nas adegas de vinho do Porto, em Portugal. De turista brasileira tornou-se vinhateira do Douro.

Portugal tornou-se um país exemplar e o vinho português ganha, a cada dia, paladares e corações em todo o mundo.
Aliás, as rodovias portuguesas estão primorosas: desde as autoestradas, até as pequenas vicinais do interior. Claro que houve denúncias de superfaturamento. Sem desculpar o crime, pelo menos lá o resultado real é admirável. Da cidade do Porto até Peso da Régua, cidade da região do Douro Vinhateiro perde-se cerca de 1hora e 20 minutos. A A4 e A24 com o túnel do Marão garantem uma viagem tranquila e segura.
É o Portugal moderno, atual, mas ainda absolutamente o Portugal tradicional em seus costumes e cultura. É para lá que Chico e Fernanda, desde 2017, recomeçaram vida nova, à beira de uma vinha e de um olival.

A Região Demarcada do Douro e a Quinta Alta

A região do Douro, é a mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo, datada em 1757 por Marques de Pombal.

Sem perder de vista a Região Demarcada do Douro é reconhecida historicamente e genuinamente como o Terroir¹ do Vinho do Porto e do vinho do Douro.

A partir daí, é exclusivo da RDD a abundante variedade de Castas que garantem a total singularidade dos vinhos durienses.

Em Portugal tem-se homologadas 341 Castas Portuguesas em Diário Oficial e, na Região Demarcada do Douro são recomendadas 234 castas. Sendo 111 tintas e 123 brancas.

Região Demarcada do Douro e as três sub-regiões: Baixo Corgo, Cima Corgo e Alto Douro.

• Região mais antiga demarcada e regulamentada do mundo, 1756;
• Localização: entre as latitudes 30º a 50º Norte.
• Clima: temperado com verão quente e seco
• Presença marcante de Mesoclima;
• Microclima característico e mediterrâneo;
• Diversidade Paisagística e geomórfica;
• Superfície do Solo geralmente muito delgada;
• Precipitação:
• >90% durante Outono/Inverno/Primavera
• <10% durante Verão

Como dizem no Douro: “são 3 meses de inferno e 9 meses de inverno”
Os vinhos da linha qalt são autênticos exemplares de vinhos durienses. Produzidos com castas genuínas do Douro e respeitando a tradição duriense somada às novas tecnologias da viticultura e da enologia contemporânea.

Quinta Alta: uma força nova na tradição do Douro.

A Quinta Alta é a materialização do sonho e da audácia de Chico e Fernanda. Resultado da resiliência e do compromisso do casal em fazer vinho no Douro. Deixar o Brasil, deixar a família, trabalho e carreira para começarem do zero em outro país, em uma nova atividade.

Desde de 2017 o percurso não foi fácil: superaram o aneurisma do Chico, as dificuldades de adaptação ao se mudarem para uma Quinta isolada no Douro, a saudade da família, o clima diferente, a ruptura dos ligamentos do joelho direito da Fernanda mas, jamais, deixaram de acreditar e trabalhar para construírem com suor, lágrimas e sangue os vinhos qalt da Quinta Alta que apresentamos a partir de novembro de 2019.
Compuseram uma equipe especializada em vinha e vinhos. A Quinta Alta é assessorada por engenheiros agrônomos de altíssima competência e técnica o que garante uma viticultura de precisão; A enologia é conduzida pelo renomado enólogo Francisco Montenegro com passagens na Real Cia. Velha, Quinta Nova, 100 Hectares e outras empresas. Fernanda acompanha todos os processos da vinha e da adega pessoalmente. Diferente de outros produtores que, somente visitam o Douro na vindima, Fernanda e Chico acompanham todo o processo de produção do vinho; desde a poda de inverno até o carregamento das caixas. composta por duas propriedades:

As vinhas da Quinta Alta

A Quinta da Longra de Cima, com 2,8 hectares de vinha, situa-se na sub-região do Baixo Corgo, na Freguesia de Moura Morta – Vinhós, no Conselho de Peso da Régua, Distrito de Vila Real. Localiza-se em altitude variável de 450 a 650 mts com influência da serra do Marão, o que lhe confere um bom potencial para a produção de vinhos brancos. As vinhas altas são compostas pelas castas de uvas brancas: Gouveio Real, Malvasia Fina e Viosinho. Castas autóctones e fiéis a produção dos autênticos vinhos do Porto e do Douro. Essa é a composição do Blend do vinho qalt Branco.
A casta Gouveio Real, é cultivada na RDD, onde é também conhecida por Verdelho, sendo por isso é muitas vezes confundida com a casta Verdelho cultivada nos Açores e Madeira.
É uma casta com bom amadurecimento e de boa produção. Apresenta cachos médios e compactos que produzem uvas pequenas de cor verde-amarelada.

Os vinhos produzidos com Gouveio, apresentam um excelente equilíbrio entre acidez e açúcar, caracterizando-se pela sua elevada graduação, boa estrutura e aromas intensos.
Além disso, são vinhos que possuem excelentes condições para envelhecimento em garrafa.
A malvasia fina existente poderá́ compor o blend do vinho branco trazendo mais estrutura e boca.
O viosinho é uma casta unicamente cultivada nas regiões do Douro e de Trás-os-Montes, em que já é utilizada desde o século XIX. De boa qualidade é indicada para a produção de vinho tranquilo e de vinho do Porto, apresenta cachos e bagos pequenos de maturação precoce.
Esta casta desenvolve-se melhor em solos pouco secos. A casta produz vinhos bem estruturados, frescos e de aromas florais complexos. Normalmente são também alcóolicos e capazes de permanecer em garrafa durante alguns anos.
As uvas tintas da Quinta da Longra originam o vinho Rosé. De casta Touriga Nacional são vindimadas precocemente para garantir frescor e acidez na boca.

Vinhedo de uvas brancas da Quinta da Longra, exploração da Quinta Alta. Um típico vinhedo do Douro em socalcos. tornou-se vinhateira do Douro.

A Quinta Alta de Álamos, com 7 hectares de vinhas, situa-se na Freguesia de Ervedosa do Douro, no Conselho de São João da Pesqueira, Distrito de Viseu na sub-região do Cima Corgo, lugar ícone e referencia de excelente qualidade de uvas para vinho do Porto e do Douro.
A propriedade é composta por 1,8 hectares de vinhas velhas, acima de 45 anos e de mais 5,55 hectares de vinhas de 12 anos em patamares em plena produção. Ainda há 0,8 hectares de olival.

As vinhas velhas são compostas por castas tradicionais do Douro e estão plantadas conforme se fazia antigamente: as castas misturam-se na vinha. Já nos patamares encontram-se separadas as castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. O blend do qalt tinto reserva é exatamente esse. Uma representação fidedigna do blend duriense.
Com 14 meses em estágio em toneis de carvalho francês e americano, novos e de tosta média e mais 6 meses em cuba de inox, o qalt tinto reserva 2017 estagiou um total de 20 meses até ser engarrafado.
Fernanda Zuccaro e Chico Santa Rita e encontraram em Ervedosa do Douro uma vinha ideal. Possível dentro do orçamento e que atendesse ao perfil dos vinhos de excelência que o casal, junto ao enólogo Montenegro, está desenvolvendo: o qalt Reserva tinto e o Quinta Alta Vinhas Velhas.

A Quinta Alta dos Álamos situa-se no coração da sub-região do Cima Corgo. Está rodeada das principais vinhas dos grandes vinhos do Douro. Podemos dizer, sem nenhuma modesta, que somos vizinhos das Quinta das Carvalhas da Real Companhia Velha, da Quinta do Ventozelo da Porto Cruz, Quinta São José, Quinta do Pessegueiro, Quinta Vale D. Maria e outras magnificas propriedades de grandes. Isto é, para
Fernanda Zuccaro e Chico Santa Rita uma satisfação de conseguirem fazer parte de um grupo tão exclusivo de produtores de vinhos da 1ª. Região Demarcada de Vinhos do Mundo, a RDD – Região Demarcada do Douro.

Em setembro de 2019 a Quinta Alta dá inicio às suas operações comerciais com a entrada no mercado brasileiro e europeu como uma empresa produtora de vinhos diferenciada. Em menos de 3 anos de existência, Fernanda Zuccaro e Chico Santa Rita, o casal de brasileiros, como são conhecidos pelas aldeias do Douro, transformaram uvas em vinhos; dois brasileiros que não se intimidaram com a dureza do Douro. Muito pelo contrário, encantaram-se e foram seduzidos pela força e magia de uma terra onde só os fortes resistem; onde uma videira para sobreviver tem que ir buscar, para além de mais de 4 metros de profundidade os nutrientes necessários para oferecer uvas únicas para os vinhos do Porto e do Douro.
A Quinta Alta não é uma fábrica de bebidas alcóolicas. Muito pelo contrário. É uma realizadora de sonhos. De produção exclusiva em que a modernidade e a tradição estão de mãos dadas para oferecer vinhos certificados com o selo DOC Douro com as características do terroir duriense, mas, que traz em sua execução o perfeccionismo de Chico Santa Rita; a criatividade de Fernanda Zuccaro e o profissionalismo do enólogo, Francisco Montenegro.
Um brinde à saúde e prosperidade de todos!

 

Select your currency
EUR Euro